A audição é avaliada por meio de uma série de exames que, em conjunto, permitem dizer sobre o funcionamento desse sentido.

Esses exames mensuram o menor nível de som para que ocorra a sensação auditiva e os resultados são medidos numa unidade denominada Decibel (dB).

Quanto maior o nível de intensidade do som para despertar essa sensação maior será a perda de audição. Nós dividimos os graus de perda auditiva em leve, moderado, severo e profundo. Quanto maior o grau da perda auditiva, maior será a dificuldade de percepção do som e utilização da informação acústica.

Para melhor compreensão dos níveis da perda, exemplificaremos com uma imagem que perde o seu brilho e a sua cor.

perda-nomal.jpg

O que significam os graus de perdas auditivas?

perda-leve.jpg

Perda auditiva leve

Dificuldade para ouvir sons fracos (baixos) e para entender a fala em ambiente ruidoso.

No caso de uma perda auditiva de grau leve, a indicação ao uso dos aparelhos auditivos é discutível, e vai depender das dificuldades existentes nas situações de comunicação.

perda-moderada.jpg

Perda auditiva moderada

Incapacidade de ouvir sons fracos (baixos) e de intensidade moderada, dificuldade para entender a fala, especialmente na presença de ruído de fundo.

perda-profunda.jpg

Perda auditiva profunda

Alguns sons muito intensos são audíveis, mas a comunicação sem aparelhos auditivos ou uso da linguagem de sinais é muito difícil.

Perda auditiva de grau moderado, severo e profundo poderão se beneficiar do uso dos aparelhos de amplificação sonora. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, a indicação e a seleção dos aparelhos de amplificação, melhores serão as oportunidades de amenizar os prejuízos causados pela diminuição da capacidade auditiva quando pensamos na criança que possui a perda de audição. Além do grau, existem os tipos de perdas auditivas. Elas podem ser condutivas, neurossensorias ou mistas.

A perda auditiva condutiva é causada por problemas na orelha média. Pode ser uma perda temporária porque, na maioria das vezes, ela é causada pela otite, uma infecção muito frequente em crianças pequenas e em idade escolar.

As perdas auditivas neurossensorias acontecem quando existe lesão nas células ciliadas externas e internas da cóclea, e então não é possível a conversão do som em informação elétrica para o nervo auditivo. Na maioria das vezes são causadas por doenças adquiridas durante a gestação ou por síndromes genéticas.

Uma perda auditiva é mista quando existe comprometimento das estruturas da orelha média e da orelha interna.

As perdas auditivas podem ser congênitas (presentes ao nascimento) ou adquiridas (manifestação após o nascimento).

As principais causas da perda auditiva congênita podem estar relacionadas com algumas doenças infecto-contagiosas adquiridas durante a gestação (como citomegalovírus, toxoplasmose, rubéola), complicações ao nascimento, síndromes genéticas e história de outras pessoas com deficiência auditiva na família.

As perdas auditivas adquiridas podem ser causadas por algumas doenças como meningite, sarampo, caxumba, rubéola e até doenças da orelha média - sim, as otites - que, se ocorrerem com certa frequência e sem o devido acompanhamento médico, poderão causar uma perda permanente. Outras patologias também podem causar a perda auditiva, tais como Doença de Ménière e otoesclerose.

Sabemos que uma limitação na capacidade auditiva pode acarretar em uma série de implicações para o desenvolvimento da criança. No entanto, a boa notícia é que hoje existem muitos recursos e há muito que pode ser feito para minimizar esses efeitos e tornar a vida da criança melhor e mais fácil. A tecnologia é um forte aliado.

Atualmente os aparelhos auditivos possuem inúmeros recursos e até nos casos de perdas auditivas mais severas, quando o aproveitamento ao uso da amplificação é limitado, o implante coclear também auxilia a diminuir os prejuízos causados pela deficiência.

No mais, é importante lembrar que todas as crianças, sendo portadoras ou não de uma perda auditiva, possuem características próprias do desenvolvimento. Cada criança é única e possui o seu tempo. Existem aspectos que são mais afetados pelo grau da perda auditiva. Neste caso, a informação torna-se um aliado muito útil na busca de amenizar tais efeitos.



Fale com um Fonoaudiólogo

 
Para os Pais Para os Professores Para Profissionais de Saúde Auditiva Conheça o Mundo de Leo