Experiências reais compartilhadas

Obrigada pela minha criança - 25/10/2010

Após 9 meses de casamento descobri que estava Grávida e a cada exame feito uma alegria enchia meu coração e de meu marido. Tudo mostrava que teríamos um meninão, saudável, perfeito e que tudo corria bem. Perdi meu emprego logo no início da gravidez, então fiquei os 9 meses por conta de me cuidar e arrumar as coisas do meu filho. Primeiro filho, porém a segunda gravidez.

Meu filho nasceu perfeito, de 36 semanas, no dia 09 de junho de 2010 às 03:43. Foi um parto tranquilo, a bolsa estourou e logo estava na Santa Casa, onde fui muito bem atendida. No dia 10 de Junho foi realizado o 1º Teste da Orelhinha no meu filho, que não apresentou resultado e a fono pediu que retornássemos ao Hospital em uma semana, a semana mais longa da minha vida. Voltamos e novamente o teste não apresentou resposta e a fonoaudióloga que nos atendeu encaminhou meu filho ao Bera. Procuramos um otorrino que confirmou que seria necessário a realização do exame, porém como teríamos que sedar o A., a pediatra pediu que esperássemos até ele completar 3 meses e durante todo esse tempo fui percebendo que A. não se incomodava com barulhos fortes, porta batia, panela caia e nada. E a cada dia minhas suspeitas e angústias aumentavam. Em 09 de Setembro meu filho completou 3 meses e fomos fazer uma Triagem Auditiva, onde novamente A. não apresentou resposta e 1 semana depois fomos fazer o Bera. A. ficou tão quietinho que não precisou ser sedado, mas nossas suspeitas se confirmaram , nosso filho tem Surdez Severa a Profunda. Ao ouvir isso meu mundo caiu, pois sempre sonhei em ser mãe e nunca pensei nessa possibilidade.

Meu marido tem sido um super companheiro, mas eu quem lido melhor com a situação. A partir de então só pensei no que seria necessário que eu fizesse para que meu filho cresça e tenha uma vida mais próxima da considerada normal possível. Hoje, com 4 meses nós já conseguimos os AASI dele, uma mãe muito especial me doou e em breve ele estará usando-os e vamos dar andamento nos acompanhamentos necessários para que dê tudo certo.

UMA COISA QUE FIZ E PEÇO QUE TODAS AS MÃES NESSA SITUAÇÃO FAÇAM TAMBÉM, É NÃO SE PERGUNTAR O PORQUE DE DEUS FAZER ISSO OU AQUILO NA NOSSA VIDA E SIM AGRADECER A ELE POR CONFIAR A NÓS CRIANÇAS TÃO ESPECIAIS E NOS DAR FORÇA PARA QUE POSSAMOS AJUDÁ -LOS.



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