Aparelho Auditivo

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Atualmente, a evolução da tecnologia permite o diagnóstico da deficiência auditiva cada vez mais cedo. Sabemos dos benefícios da identificação e intervenção fonoaudiológica o mais cedo possível para minimizar os prejuízos causados pela perda auditiva no desenvolvimento da criança (habilidades auditivas, linguísticas e cognitivas) Neste contexto, a adaptação dos aparelhos auditivos é uma etapa muito importante.

"Não enxergar nos separa das coisas. Não ouvir nos separa das pessoas." (Imanuel Kant)

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A adaptação dos aparelhos auditivos é um processo realizado após ter sido concluído o diagnóstico da perda auditiva. O profissional que encaminha o paciente para o serviço de indicação é o médico otorrinolaringologista, e o profissional responsável pela seleção das características eletroacústicas e adaptação dos aparelhos deve ser o fonoaudiólogo.

Entendemos que, neste contexto, entre a suspeita, confirmação da perda auditiva e o encaminhamento para os serviços que atendem a criança as informações muitas vezes podem parecer muito tumultuadas ou confusas.

Neste espaço nós pretendemos oferecer aos pais e outros profissionais interessados, informações a respeito dos aparelhos auditivos e seu funcionamento.

Podemos dizer em termos gerais que o aparelho auditivo permite o aumento da intensidade e tratamento da informação sonora para torná-la acessível ao seu usuário.

Ele não substitui a função de ouvir. Podemos dizer que ele possibilita à criança o acesso à informação auditiva. Para que ela utilize essa informação de modo que possa desenvolver as habilidades auditivas é necessário o trabalho de terapia fonoaudiológica.

Perguntas e respostas frequentes sobre aparelho auditivo

O que é um aparelho auditivo?

O aparelho auditivo é um dispositivo eletrônico responsável por processar e amplificar os sons. O objetivo é possibilitar um acesso melhor à informação que não pode ser percebida pelos indivíduos que possuem uma perda auditiva.

Os aparelhos auditivos melhoram a compreensão da fala em várias situações e dão suporte às muitas funções do sistema auditivo humano (localização dos sons, apreciação da música, etc.).

Como o tipo e o grau da perda auditiva variam de pessoa para pessoa, e às vezes até mesmo de ouvido para ouvido, há diferentes modelos de aparelhos para atender as necessidades específicas de cada sujeito. Existem aparelhos que são montados sob medida de acordo com perdas auditivas específicas (ex: os modelos intrauriculares). Neste caso, a possibilidade de utilização depende das características anatômicas do conduto auditivo do indivíduo.

Atualmente os aparelhos auditivos possuem recursos tecnológicos de ponta, que permitem uma flexibilidade maior de ajustes para atender a todas as necessidades da criança no momento da adaptação. Ressaltamos que, para que a criança possa desenvolver as habilidades auditivas, é necessário além do uso dos aparelhos, o trabalho de terapia fonoaudiológica.

Como o aparelho funciona?

O aparelho auditivo capta o som do ambiente por meio de um microfone. Esse sinal acústico é transformado em um sinal elétrico, que será amplificado para atender às necessidades do seu usuário. O sinal, depois de processado, será recebido pelo receptor, que deverá convertê-lo novamente em um sinal acústico que será direcionado para o conduto auditivo do paciente por meio do molde.

Existem aparelhos que possuem mais de um microfone para melhora do processamento do sinal. O tipo de circuito poderá variar de acordo com a tecnologia do aparelho. Existem circuitos analógicos e circuitos digitais. Atualmente, a grande maioria dos aparelhos disponíveis possui recursos disponíveis apenas para os circuitos digitais.

Quais são os componentes?

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O aparelho auditivo é composto basicamente por um microfone, transdutores e microprocessadores responsáveis pelo processamento do sinal e o receptor. Esses componentes constituem o circuito interno dos aparelhos.

Externamente, dependendo do modelo, os aparelhos possuem o compartimento de pilha, botões de volume e programação, entrada do microfone e ângulo para conexão com o molde auricular no caso dos modelos retroauriculares.

Quais os modelos de aparelhos existentes?

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Como o tipo e o grau da perda auditiva variam de pessoa para pessoa, e às vezes até mesmo de ouvido para ouvido, existem diferentes modelos de aparelhos auditivos. Existem os modelos retroauriculares e os modelos intra-aurais. Os aparelhos retroauriculares são aqueles posicionados atrás da orelha. São os modelos mais indicados para criança devido à necessidade de recursos e limitações anatômicas.

Os aparelhos intra-aurais são modelos montados sob medida de acordo com as características anatômicas da orelha do usuário, levando em conta também as necessidades pessoais.

Os aparelhos auditivos são classificados pelo design e tecnologia.

Modelo Intra-aural (ITE): aparelhos que são usados dentro do ouvido. Indicados geralmente para adultos são bem aceitos em termos estéticos, e atendem às necessidades das perdas auditivas de leve a moderada. Os menores modelos intra-aurais são os CIC (micro-canal), que podem ser usados inteiramente dentro do canal, sendo, portanto, quase invisíveis. A possibilidade de utilização vai depender das características anatômicas do conduto auditivo do usuário.

Modelo Retroauricular (BTE): os modelos retroauriculares são aparelhos posicionados atrás da orelha. Versáteis e potentes podem ser adaptados para todos os graus de perda auditiva, sendo particularmente benéficos nos casos de perda auditiva severa e profunda. Atendem às necessidades especiais da criança.

O que diferencia o aparelho em termos de tecnologia?

Todos os modelos de aparelho podem ter a opção de circuitos diferenciados. Existem circuitos analógicos e circuitos digitais. A diferença está na maneira como o processador analisa e modifica a informação. Circuitos analógicos utilizam um processador de sinal analógico e o ajuste é realizado manualmente, sem a conexão com uma interface para programação. Circuitos digitais possuem um microprocessador interno (chip) que irá converter a informação sonora em números de acordo com uma fórmula matemática chamada algorítmo. É esse algoritmo que possibilita o tratamento da informação de uma maneira mais refinada. O ajuste é realizado por meio de programas específicos, e o aparelho deverá ser conectado a uma interface para realização do ajuste.

Independente do tipo do circuito, os aparelhos deverão ser ajustados pelo fonoaudiólogo, que é o profissional que possui o conhecimento necessário para escolher a estratégia de processamento de sinal mais adequada e utilização de outros recursos para atender às necessidades do usuário destes dispositivos.

Como o aparelho auxilia na melhora da audição?

Os aparelhos auditivos captam a informação sonora por meio do microfone e amplificam a informação auditiva, ou seja, eles aumentam o nível de intensidade sonora do sinal acústico, além de processá-la para torná-la acessível aos sujeitos que possuem uma perda auditiva. Atualmente, os modelos digitais possuem uma série de recursos que possibilitam o tratamento deste sinal para torná-lo mais claro e adequado aos seus usuários. É possível aliviar a amplificação para ruídos do ambiente ou permitir a ênfase á informação da fala por meio de microfones direcionais para melhora da inteligibilidade desta informação em ambientes ruidosos, por exemplo.

Atualmente também existem recursos para melhora da audibilidade em frequências nas quais o aparelho já apresentava uma limitação para amplificação da informação. Este é um recurso muito importante para crianças, uma vez que elas necessitam da audibilidade máxima das informações de fala para a aquisição de linguagem, discriminação sonora e desenvolvimento das habilidades linguísticas e auditivas. Além do processamento do circuito dos aparelhos, temos também a possibilidade de efetuar modificações da informação sonora pelo molde. A aplicação de cada modificação vai depender das necessidades audiológicas do usuário dos aparelhos.

Ressaltamos que, mesmo com todos os recursos tecnológicos existentes, no caso de crianças, para que ocorra um bom aproveitamento destas informações é extremamente importante e necessário o trabalho de terapia fonoaudiológica para o desenvolvimento da fala, habilidades auditivas e de comunicação. É por meio da terapia fonoaudiológica que a criança poderá desenvolver o sentido para a informação auditiva, e utilizá-la nos contextos comunicativos.

O aparelho auditivo do adulto é igual ao aparelho auditivo da criança?

Existem diferenças importantes entre o processo de adaptação dos aparelhos para crianças e adultos. Com relação ao modelo, o indicado para bebês e crianças pequenas é o retroauricular. Quanto aos recursos disponíveis para o processamento do sinal, a aplicação é diferenciada quando comparamos o ajuste realizado para o adulto ao realizado para criança, pois as necessidades para cada um desses usuários também é diferenciada.

Quando pensamos no ajuste dos aparelhos para crianças, pensamos no acesso máximo às informações dos sons de fala para o desenvolvimento de linguagem. Desta forma, a aplicação de recursos que limitem a audibilidade ou acesso à informação não é indicada. Pelo mesmo motivo, o profissional que irá realizar a adaptação deverá estar atento aos recursos técnicos do aparelho, tais como faixa de frequência para amplificação, método prescritivo adequado para o cálculo dos valores de ganho e saída, entrada de áudio para utilização dos sistemas de FM, opção de habilitar ou desabilitar programas específicos dependendo das necessidades da criança. Lembramos que tanto os bebês quanto as crianças são seres em processo constante de desenvolvimento, e por este motivo, as necessidades audiológicas também mudam. O aparelho auditivo deve possuir flexibilidade para adequação do ajuste às necessidades desta população.

Com relação aos componentes externos, é recomendável que o aparelho possa oferecer a opção de trava no compartimento de pilha, botão de programação e controle de volume, como medidas de segurança e cuidados com o ajuste.

Que tipo de recursos eu posso encontrar no aparelho auditivo?

Os aparelhos auditivos com tecnologia digital possuem recursos para um melhor tratamento da informação sonora. Os recursos existentes atualmente são:

• Supressores de ruído: atenuam a amplificação para ruídos do ambiente
• Microfones direcionais: possibilitam um direcionamento do microfone para captação da informação auditiva
• Compressão de frequência: algorítmo que permite melhora da audibilidade para informação de fala.
• Possibilidades de múltiplos programas: possibilidade de ajustes diferenciados para atender às necessidades do usuário
• Possibilidade de modificação automática entre os programas: adequação ajuste a uma situação específica de maneira automática
• Gerenciadores de microfonia: elimina a ocorrência da microfonia.
• Programas específicos para uso ao telefone: facilitam a utilização do aparelho ao telefone
• Programas específicos para uso dos sistemas de FM: permitem maior facilidade para utilização dos sistemas de FM
• Controle remoto para modificações no ajuste e verificação das características de ajuste do aparelho.
• Conectividade via Bluetooth para utilização de sistemas de áudio e outros

Quais são os recursos importantes para a criança?

No processo de adaptação dos aparelhos para crianças pensamos em amplificar a informação dos sons de fala para aproveitamento máximo da audição, considerando que tanto o bebê quanto a criança necessitam desta informação para o desenvolvimento de linguagem e habilidades auditivas.

Deste modo, é importante verificar qual seria a faixa de frequência do aparelho, uma vez que esta deverá ser o mais extensa possível para abranger todo o espectro de freqüências dos sons de fala, e quais os recursos disponíveis para otimizar a amplificação. Existem aparelhos que possuem o recurso de compressão de freqüência. Estudos recentes demonstram benefícios importantes deste recurso para melhora da audibilidade de sons agudos, responsáveis pela percepção e discriminação das consoantes.

Além disso, a estratégia de processamento do sinal deverá considerar as necessidades específicas da criança. Por este motivo, recomenda-se a utilização do método prescritivo DSLv5, que foi desenvolvido justamente para dar conta dessas necessidades.

Não é indicado para bebês e crianças em processo de aquisição de linguagem a utilização de recursos que limitem a amplificação do sinal, como supressores de ruído e direcionalidade do microfone. Programas automáticos devem ser desabilitados a fim de prevenir eventuais mudanças indesejáveis.

Também é interessante verificar se o aparelho possui trava no compartimento de bateria e opção de proteção ao controles de volume e botão de programas, para uma maior segurança durante sua utilização.

Quais os cuidados que devemos tomar no dia a dia?

Atualmente, os aparelhos são duráveis, fáceis de usar e confiáveis. São dispositivos eletrônicos e, como tais, demandam alguns cuidados para garantir bom funcionamento sempre, tais como limpeza, troca de bateria e cuidados gerais.

A seguir organizamos algumas dicas para cuidado no dia a dia:

Cuidados Gerais
1. Procure evitar quedas. Coloque e retire o aparelho auditivo sobre uma superfície macia (cama ou sofá).
2. Proteja-o do calor. Jamais deixe o aparelho auditivo onde possa ser danificado pela ação do calor extremo. Proteja-o da luz direta do sol (em casa e no carro estacionado) e não o deixe perto de radiadores.
3. Proteja o aparelho auditivo da umidade. Remova-o da orelha antes de banhos, duchas e mergulhos. Não o deixe no banheiro, onde pode sofrer danos causados pela umidade. Seque a transpiração dentro e em volta da orelha regularmente. A umidade e a condensação podem danificar o circuito eletrônico do aparelho auditivo.
4. Recomendamos que o compartimento da pilha seja deixado aberto à noite, bem como o uso dos desumidificadores que pode ser solicitado ao fonoaudiólogo.
5. Mantenha o auditivo fora do alcance das dos bichos de estimação. Os cachorros ficam irritados com a microfonia (chiado) mas são atraídos pelo cheiro do dono. É comum o cachorro mastigá-lo. A pilha pode ser perigosa se engolida. Consulte um médico imediatamente em caso de ingestão acidental da pilha.
6. Guarde o aparelho auditivo em local seguro. Quando não estiver usando, mantenha-o sempre no estojo ou no recipiente desumidificador. Tire as pilhas se não for usá-lo por algum tempo.
7. Jamais tente consertar o aparelho auditivo, leve-o a um especialista. Chaves de fenda e óleo podem ser fatais para o aparelho auditivo. O simples toque nos componentes eletrônicos ou microânicos pode causar danos irreparáveis. Leve-o ao seu profissional de saúde auditiva para serviços ou reparos.

Limpeza:
1. Evite deixar o aparelho auditivo sujo. Verifique sempre se seus dedos estão limpos e secos antes de manuseá-lo. A entrada do microfone tem apenas poucos décimos de milímetro (1/16 pol. a 1/8 pol.) de largura, podendo ser facilmente bloqueada.
2. Limpe o aparelho auditivo com cuidado, com um pano macio e seco. Álcool, solventes e multiusos não são indicados e podem danificar o circuito eletrônico.
3. Para limpeza do molde, desconecte-o do aparelho e lave-o com água e sabão neutro. Se houver acúmulo de cera no tubo, deixe o molde de repouso em um recipiente com água morna, e depois lave.

Importante!
Sempre separe o molde auricular do aparelho auditivo antes de lavá-lo. O aparelho auditivo jamais deve entrar em contato com a água. Antes de encaixá-lo novamente, veja se está completamente seco. Para reencaixar o molde auricular ao aparelho auditivo: Confira se a curva do molde auricular combina com a do aparelho auditivo (veja diagrama).

Consulte seu profissional de saúde auditiva se...
• O molde auricular estiver machucando ou incomodando;
• Não conseguir limpar a cera do molde auricular;
• O tubo ficar amarelado ou quebradiço;
• O aparelho auditivo apitar, impossibilitando o ajuste do volume correto

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Se o aparelho soar fraco, pode ser que a saída de som esteja bloqueada com cera ou sujeira. O acúmulo de cera prejudica a passagem do som, podendo causar microfonia (apito). Por este motivo, recomenda-se acompanhamento com médico otorrinolaringologista. Em casos de acúmulo de cera no conduto, é ele o profissional indicado para avaliação e conduta.



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